sexta-feira, 9 de junho de 2017

Carta Natal - Considerações



Nasci no solstício de inverno, com 7 meses de gestação, minha mãe acabou tendo um parto prematuro; a 00:10 fui recebido pelo elemento Ar. Minha avó conta que nesta noite houve um black-out na cidade toda e meu nascimento foi à luz de velas, achavam que eu não sobreviveria; entretanto com algumas semanas na incubadora acabei indo para casa e estou aqui até hoje.

Bem, este breve relato sempre me fez questionar a leitura e interpretação de alguns aspectos do meu mapa natal, e confesso que depois de uma longa pesquisa (e que se estende até hoje) comecei a perceber o quanto , talvez, o momento presumido de minha concepção tenha mais a ver com meu "espelho cósmico" do que necessariamente o momento do meu nascimento. 

Claro que, é impossível, prevê hoje, por meios convencionais, a hora exata da concepção de uma vida; mas podemos ter uma base através de alguns dados e com toda certeza esta análise pode nos dar uma leitura mais detalhada do Ser - à base da comparação entre o mapa de concepção versus o mapa de nascimento.

Esta semana, em um dos meus estudos, me deparo com um livro meu, já a muito tempo adquirido. Mas em busca de outras informações encontro um parágrafo bem reflexivo sobre isso, e que vale a pena, nós como astrólogos, quem sabe "observar". [ Claro que deve ser levado em considerações a opinião de cada um]. No meu caso, procuro ter como fonte "experimental" meu próprio mapa para me guiar nesta senda de constantes estudos.

Vou transcrever parte do texto, de autoria do Dr. Aníbal Vaz de Melo, no livro: O Evangelho à Luz da Astrologia - As origens astronômicas do Cristianismo. Pg. 38 (1953, ed. Linotype )


""" Papus numa de suas obras escreve: <<Durante a estada no plano invisível, o Espírito fabrica o seu corpo futuro, e fabrica seu corpo por meio das forças astrais. Durante a gestação, durante os nove meses que dura a fabricação do corpo físico, quais são os fenômenos astronômicos? É o primeiro ponto que temos que resolver.

<<A terra, todas as vinte e quatro horas, apresenta o ponto em que se acha encarnado o corpo físico sucessivamente diante de cada um dos signos do zodíaco; a Lua realiza cada mês sua revolução diante do pequeno corpo físico em formação, tão bem que é preciso um mínimo de sete revoluções lunares, ou normalmente nove revoluções lunares para acabar este corpo físico. Todo horóscopo dum ente humano, horóscopo do dia do nascimento, para ser exato, devia ser precedido pelo horóscopo do dia da concepção. Alberto, o Grande, em seu tratado de magia, explica como cada um dos planetas age sobre o corpo em formação. As forças de Saturno constroem a estrutura geral do ente humano, as forças de Júpiter agem sobre os humores, no segundo mês; as forças de Marte sobre o sangue, no terceiro mês e a criança começa a mover-se. O Sol vem iluminar com seu calor e sua vida o ente humano assim formado. Vênus, enfim, lhe dá a beleza dos envoltórios exteriores; Mercúrio age sobre os movimentos e sistema nervoso; e por fim a Luz vem aperfeiçoar, por sua influência, maternal, a obra realizada. Neste momento a criança pode nascer e, com muitos cuidados, poderá viver: realizou os sete meses da gestação. Mas em geral, Saturno vem aperfeiçoar todos os ossos e todas as fibras; Júpiter vem por sua vez dar força necessária a todos os elementos vitais e a criança pode nascer em melhores condições. Vê-se, pois, que, durante a concepção, a mãe é uma verdadeira pilha astral, concentrando ao redor de si todas as forças misteriosas que circulam na atmosfera invisível da Terra. É durante este momento que as forças astrais conscientes , vindas duma das portas zodiacais pela qual o espírito passou para encarnar-se se fixam nos centros invisíveis do corpo que se forma. Eis a criança que nasce. Por sua primeira inspiração, abandona as influências astrais de sua mãe e fixa em seus pulmões o astral terrestre, ligando-se pela respiração à atmosfera do nosso planeta,que está em relação direta com os raios solares.>>

E Concluímos com o mesmo Papus: - o corpo físico é uma vestimenta fornecida pela Terra, ou melhor, << é a Terra evoluída em modo humano para uma existência.>>""

Bem, apesar desta abra tratar de questões filosóficas do altor quanto ao mito astrológico do Cristo (como símbolo Solar) no arco zodiacal, algumas posições dele e suas referências bibliográficas, são indiscutivelmente muito boas! 

Particularmente acredito que temos muito a "evoluir" quanto ao estudo da astrologia. Ainda temos como base, hoje, uma interpretação muito mitológica e fincada em fundamentos muito antigos. Já é fato de que há pequenos movimentos e mudanças no arco zodiacal, desde que seus primeiros estudos foram feitos há séculos desde a Suméria ao Egito, e na própria Grécia pelos Mestres: Aristóteles, Hiparco e Ptolomeu, quando a astronomia caminhava junto a astrologia.

Vamos refletir sobre isso! E quem sabe conseguiremos aprimorar nossos "pensares" em relação a esta grande Ciência. 

Lukian Said, 09-06-2017 

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