sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Deve-se cobrar tratamento espiritual?


Cobrar ou não pelos "trabalhos espirituais"?

Bem, mais uma vez batendo nessa tecla. Primeiro vamos expor algumas definições:

O que é espiritualidade?

É uma ação direcionada consciente ou inconsciente ao plano espiritual, que está desprovida de "obrigações". Todos tem um certo tipo de conexão com a divindade, seja ela externa ou interna. Portanto, a espiritualidade não tem nada a ver com religião, que em suma seria o re-ligare, com a própria espiritualidade.

O que são "trabalhos espirituais"?

É a forma atuante da espiritualidade, que pode vir em diversas formas litúrgicas: oração, benzedura, oferendas, manipulações telúricas, cânticos, celebrações etc.

Quando e porque são necessários alguns trabalhos espirituais?

Trabalha-se a espiritualidade de uma pessoa, quando esta não está suficientemente preparada para tal, despreparo esse que pode ser de ordem emocional, psicológica, energética. Então, procura-se uma senda 'Mágika' para que se possa fortalecer essa espiritualidade. Alguns procuram sendas "cósmicas" como: meditação, oração, interiorização etc. Outros procuram as sendas "telúricas" (mais comuns), que podem estar ligadas a liturgias de raiz primitiva (terra), com o auxílio de divindades, espíritos e a própria Natureza e seus elementos.

Porque, geralmente, se cobra por trabalhos espirituais?

Três motivos me levam a responder esta pergunta.

1- TUDO no Universo é uma troca, sempre foi e sempre será. A energia é cíclica e é "dando que se recebe", literalmente. 
2- Todo tipo de preparo espiritual, por parte do Sacerdote, requereu um investimento, seja através de material de estudos, tempo e utensílios litúrgicos.
3- Quando se busca um caminho telúrico para um tratamento espiritual, há despesas materiais, que pode ser resumido em: luz, gás, objetos ritualísticos, alimentos, minérios, flora etc. E esta despesa não cabe ao sacerdote.

Não estou dizendo que o Sacerdócio seja um tipo de profissão. Mas, na maioria dos casos, o Sacerdote sobrevive de sua espiritualidade e tem suas contas para pagar, contas essas que inclui, inclusive, o local onde haverá a atuação do tratamento espiritual - residencia própria ou templo.

Mas, ainda tem aqueles que consideram que a espiritualidade é um dom, dado por De@s, de graça, e não deve ser cobrado. 

Oras, foi dado À Pessoa, para uso próprio, e todos tem; portanto, se não querem ajuda, use sua própria espiritualidade; pois De@s não escolheu a quem dar, Ele deu a todos. Quem quer caridade vai procurar uma Instituição de Caridade, que geralmente são mantidas por ONG's ou Governo. Então, neste caso, o Sacerdote não tem despesas e oferece como caridade o seu tempo livre.

Outro ponto a ser abordado é o "quanto" cobrar por estes tipos de tratamentos. Ninguém é burro o suficiente para não ter a noção de custo de determinados utensílios comercializados normalmente por aí. Portanto, não cabe e nem é coerente que um sacerdote se utilize de seus conhecimentos para exploração da fragilidade do outro. Vemos constantemente notícias de valores exorbitantes e totalmente sem sentido, cobrados para certos tipos de tratamentos. E neste caso, cabe ao necessitado ter consciência disso, e não cair nas mãos destes inescrupulosos, sejam eles de fato Sacerdotes ou meros estelionatários.

Um comentário:

  1. O dia que o Universo me cobrar pelo ar que respiro vou entender melhor a razão de tantas cobranças, beirando, a mercância, nas atividades espirituais. Conheço um ditado antigo que diz assim :"quem não pode com mironga, não carrega patuá. "

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