terça-feira, 10 de setembro de 2013

Runa WUNJO


WUNJO / WUNA / WYN / VEND

“bruceth the can weana lyt,
Sares and sorge, … and him sylfa haefth
Blaed and blysse … and eac byrga geniht.”

A alegria é para aquele que conhece pouco da dor,
Desvencilhado da tristeza ele terá
Frutos brilhantes e felicidade e obras suficientes.




O verso de wunjo, “alegria”, abre com a linha “a alegria é para alguém que conhece pouco da dor”. No contexto do mundo descrito no poema rúnico, é difícil imaginar que qualquer pessoa vivendo numa determinada sociedade, pudesse evitar conhecer a dor. A solução pode ser que, em contraste com as sete runas anteriores, que eram muito precisas nas descrições das coisas reais e maneiras de comportamento, a “alegria” representa um ideal almejado. De fato, no contexto de todo poema “alegria” é vista recorrentemente como uma condição ideal. Porém, o anglo-saxônico é outra vez ambíguo. A primeira linha pode representar um outro sutil significado: “a alegria é para alguém que conhece “um” pouco da dor”. Há dois tipos de alegria, aquela que acompanha a ingenuidade, que é de uma criança. E aquela que é agarrada e estimada por sua raridade no mundo da experiência, o que era muito comum nas sociedades rúnicas, onde a dor correspondente de ferimentos de batalha, só poderia ser sentida pelos que retornavam vivos, e automaticamente isso lhes trazia “alegria” através do conhecimento da dor.

Na leitura divinatória, pode significar:

Plano material – conquistas, perdas seguida de aquisições, momento passageiro de alegria/tristeza, novas responsabilidades.
Plano abstrato – felicidade, lágrimas, auto-sacrifício.
Plano sentimental – alegrias no lar, sexualidade plena, libido masoquista, nascimento de filhos, felicidade através de amizades.
Plano saúde – dores que sinalizam problemas a serem evitados, cura da patologia através do bem estar, necessidade de descansar.
Plano espiritual – boas novas chegando, bênçãos, promessas, pactos.

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