domingo, 1 de setembro de 2013

Runa RAIDO


RAIDO/ REID/ RAD

“byth on recyde... rinca gehwylcum
Sefth, ond swithhwaet... tham the sitteth on ufan
Meare maegenheardum ofer milpathas”

Cavalgar, para um herói dentro da sala,
É fácil, mas valente quando montado
Num grande cavalo pisando longos caminhos.




A partir do significado obscuro de ansuz, o poema muda para raido, cujo significado principal é “cavalgar”. O verso que acompanha contrasta a vida interior e a vida exterior. Um valor é atribuído a luta externa à sala, no ambiente desconfortável, selvagem, cavalo real, e outro ao mero recital de grandes feitos dentro de paredes seguras. A interferência é que a luta externa é intrinsecamente mais heroica. Dentro da sala a vida é “sefte” ( macio, suave, fácil). Cavalgar faz a distinção clara entre as palavras e ações. O verso da “boca” enalteceu a fala como reveladora da sabedoria. Cavalgar critica a substituição da linguagem pela ação, sem experiência no mundo externo as pessoas podem construir uma falsa realidade. Um homem deveria sempre cavalgar com esforço “por longos caminhos” com seu cavalo para conversar sua perspectiva. Entre elas as runas “boca” e “cavalgar” somam os aspectos positivos e negativo da fala.

A palavra “rad” tem vários outros significados junto com o principal de “cavalgar”. Ela foi interpretada para denominar “uma invasão” e também “musica”. Se o verso é lido com ambiguidades em mente, uma imagem surge da vida civilizada na sala, com as canções bardas de feitos heroicos, contrastada com a vida de missões invasoras realizadas no exterior. As missões de invasão fornecem o material para as canções dos bardos, que se tornaram então uma extensão criativa delas, mas não substituída. Bosworth, em seu dicionário anglo-saxão, sugere que “rad” no saguão é “móvel” macio, enquanto que fora a cavalo é “rédeas” fortes. No Thesaurus de Hickes e no glossário medieval, rad é traduzido como “consilium” ( bom julgamento). Nessa ambiguidade a dificuldade em tomar decisões na sala que serão válidas no mundo externo é enfatizada.

O verso para “cavalgar” introduz o cavalo, que é símbolo tão poderoso na sociedade do poema rúnico. Nesse verso em particular ele é representado como um grande poder que o homem pode montar e controlar. Ele aparecerá numa forma muito diferente posteriormente no poema. O homem montado no cavalo em “rad” viaja por longos caminhos, aqui está a primeira indicação de que entre refúgios de segurança existem trilhas tênues, talvez até tediosas, ao longo das quais um homem pode ser levado por seu cavalo.

Na leitura divinatória, pode significar :

Plano material – viagens, mudança de residência/emprego, gastos de forma inesperada, visita de pessoa distante.
Plano abstrato – quebra de conceitos, pensamentos vagos, delírio, ilusões.
Plano sentimental – mudanças na relação, retorno de uma ex relação, viagem de lua de mel, relacionamento passageiro.
Plano da saúde – mudanças repentinas da condição boas/má, alerta com acidentes, recuperação rápida, dificuldades de locomoção.
Plano espiritual – necessidade de buscar ajuda espiritual, mudar de caminho, meditações.

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