quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Runa ALGIZ

ALGIZ / EOLH

“eard haefth ... oftust on fenne,
Wexeth on wature,   wundath grimme,
Blode breneth beorna gehwylcne
The tim aenigne … onferg gedeth.”

A planta-marinha cresce sempre no pântano
Cresce na água, fere horrivelmente,
Queimando com listas de sangue aquele
Que tenta nelas se agarrar.





Eolh-secg, “planta-marinha”, move-se para fora da sala, de volta para o ambiente hostil. A palavra eolh-secg é outra vez obscura. No Thesaurus de Hickes está escrito como “eolhx”, uma palavra que Bosworth toma como sendo o genitivo de eolh, que quer dizer “dos alces”. É possível que houvesse uma vez uma planta chamada “capim-de-alce”, não há, porém nenhuma evidencia da sobrevivência de alces na Inglaterra nos tempos históricos referentes. Se a planta era chamada “capim-de-alce”, esse nome teria há muito tempo deixado de transmitir qualquer significado as pessoas continuarem a usá-lo. Em todo caso, é certo que o verso se refere a uma planta semi aquática e não a um animal. A planta que parece ser mais claramente indicada no verso é chamada de “cladium mariscus”, para a qual o nome vernáculo moderno é “ciperácea espinhosa do pântano”. Como a claudium está mais associada à caça as enguias (eels em ingles ), planta-marinha (eel-grass em ingles) dá a runa o nome significativo. O inglês antigo para enguia é “ael”, próximo bastante em som de “eolh”, como sentido de ter sido reduzido de elk para eel (enguia). A despeito dessa identificação, quando se interpreta o elk extinto há muito tempo como planta-marinha, essa criatura pesada, ainda que ardilosa, do brejo, deve-se ter em mente também a escorregadia enguia, de difícil pesca.

Foi sugerido que a forma dessa runa está diretamente relacionada a um sinal germânico para repelir o mal, um sinal que era feito levantando-se os três dedos do meio da mão e colocando-o a frente à coisa a ser protegida, com a planta de frente para seu oponente. Encontros casuais com a planta-marinha são desagradáveis, aqui o sinal repelidor opõe-se ao desagradável com o seu próprio sinal.

O verso rúnico para eol-secg enfatiza a outra vez os perigos do mundo externo, ainda que os perigos dessa planta sejam facilmente evitáveis por alguém que conhece seu ambiente. O mundo de “planta-marinha” é um mundo no qual a mudança das estações altera um pouco, embora no domínio de um inverno severo essa ciperácea se torne inofensiva.


Na leitura divinatória, pode significar:



Plano material – cautela em relação ao desconhecido, projetos devem ser adiados, reformular estratégia/reestruturação.
Plano abstrato – intuição, observação aguçada, insights.
Plano sentimental – pequenos inconvenientes amorosos, amigos que podem prejudicar, ilusão.
Plano da saúde – queimaduras, pequenos acidentes domésticos, cura espiritual através do toque.

Plano espiritual – cura, proteção, uso de ervas (defumadores), banhos.

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