domingo, 29 de setembro de 2013

Etnografia e linguística africana



Grupos: Semito-Camítico; Etíope; Negrilho e A Família Negra.

Semito-Camítico:

1- Mouros mestiçados com árabes e sudaneses.
2- Argelinos.
3 Camíticos do Egito.

Etíope : Abissínios com influência árabe; núbios (tribos bedsha).

Negrilhos: Pigmeus habitantes das florestas equatoriais da África.

A Família Negra : Representada por sudaneses e bantos.

SUDANESES - são representados pelas camadas étnicas de elementos camíticos (bérberes e tuaregues) e semíticos (árabes). Cultura sudanesa muito conhecida através de sua arte negra e arquitetura sudanesa.

BANTOS - Tem características camíticas (Galas). Tendo como grupos bantos os :

1- Gongo - compreendem cerca de cinquenta tribos diversas e juntam-se aos povos de kassai.

2- tribos orientais - Wanianwesi, Dshaga, Wahebe, Zulus e Watussi.

3- Tribos do sul - Cafres, Matabele, bechuanas.


Grupos dos negros do Sudão ( Estende-se pela Costa ocidental até o Níger no interior, pelas Costa da Guiné, dos Escravos do ouro e pimenta: Wolof, Mandingas, Achanti, Ewi Yorubá.)

1- Centrais - Haussas, Bornu, Wadai, Darfur.
2- Orientais - Dinka, Bari, Nuba, Nuer.


LINGUÍSTICA AFRICANA

Há uma grande dificuldade de assimilação da língua africana porque muitas vezes ela é desprovida de gramática, apenas fonética; seu conhecimento histórico data aproximadamente de setecentos e cinquenta anos. O antropólogo Delafosse, em seu livro " In les langues du monde", nas páginas 479-556, diz que as línguas faladas no Sudão e na Guiné reúnem dezesseis grupos, dos quais, vamos citar aqui apenas cinco, que considero mais relevante a história dos africanos no Brasil.

1-Grupo Nígero-Chadiano (31 línguas): Segue-se ao oeste aos grupos nilo-chadiano, charido-diano e chadiano. Faz parte desse grupo o haussá falado por quase 4.000.000 de negros espalhados pelas províncias de Sokoto, Gober, Talma e Katsena. O haussá foi a língua mais falada na Bahia.

2-Grupo Nígero-Cameruniano ( 66 línguas) : É dentre os grupos do Sudão e da Guiné, o que mais número contém línguas distintas. Convén notar neste grupo o Núpé ou Nife ou Tapá, Ijebu, Kètú, Ìjesá, Jeje, Òbokún, e principalmente o Yorubá ou Egbá ou Nàgó; línguas essas já faladas no Brasil, havendo a última sendo a língua adotada pelos sudaneses na Bahia.

3-Grupo Voltaico (53 línguas) : Ocupa toda a bacia superior dos diversos braços da Volta. Um de seus subgrupos, o Gurunsi, compreende oito línguas entre as quais o Naruma ou Nabuli, Guresi Grusi ou Gurunsi Crunsi, língua que foi falada no Brasil pelos negros "galinhas" ( Angolanos).

4-Grupo Ebúrneo-Dahomeano (48 línguas) : Acompanha a costa do Golfo da Guiné, a oeste e uma região fina ao norte com os grupos nígeros-cameruniano e voltaico, tem uma parte do recanto da Libéria formado pelo Goia. Este grupo é de todos o mais notável para nós, porquanto a maioria das línguas sudanesas faladas no Brasil a ele pertence: Mahi (ao norte de Abomei); Mina ou Gebge ou Popo ou Gê; Êhue ou Ewe (língua dos Jeje); Fanti e Tchi ou Ashanti ou Achanti ( que usavam respectivamente Fantee e Achanti).

5-Grupo Nígero-Senegalês (36 línguas) : Pela extensão territorial ocupa o terceiro lugar depois dos grupos bantus e nilo-chadiano. salienta-se neste grupo as línguas : Mandinga ou Mandê ou Mali, idioma de grande expansão e tende a ser a língua de toda África Ocidental, pois já falada por cerca de 4.500.000 nativos; e o Sussu ou Soso, ambas foram faladas no Brasil, deixando em si, vestígios. Tratando das línguas sudaneses, particularmente o Yorubá e o Tui, Seligman cita ambas como as mais características do grupo. Observa ainda que a maioria dos seus vocábulos são simples monossilábicos, geralmente, uma consoante seguida de uma vogal, com importância na entonação. A elevação da voz pode mudar completamente o sentido de uma palavra.

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