terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Runa GEBO


GEBO/ GYFU/ GIBA

“gumena byth ... gleng and herenys
Wrathu and wyrthscype, … and wraecna gehwam
Ar and aetwist … the byth othra leas.”

Dar, para os homens,... é um ornamento
Que mostra valor ... e para todo proscrito
Sem exceção... é riqueza e honra.




O verso para Gebo, “dar”, continua o tema dos contrastes. Aqui o contraste é entre o homem que tem riqueza e seu lugar na sociedade, e o homem que não tem. O verso repete a ambiguidade da estrofe de abertura da “riqueza” : a riqueza do doador pode estar nas coisas materiais ou nos recursos internos, mas somente um “sábio”, o “homem sábio” no verso da “boca”, para distinguir entre os dois diferentes tipos de nobreza. No poema rúnico o primeiro tipo de nobreza é muitas vezes símbolo do segundo e não é sempre necessário distinguir entre eles.

O processo atual de dar presente formou uma parte complexa da estrutura as sociedades que usava as runas. Não somente o doador do presente estava envolvido no complexo, mas também o receptor dele. O valor do presente não poderia ser avaliado sem levar em conta os motivos e respostas de ambas as partes. Para o doador, o impulso caridoso poderia simplesmente ter a intenção de cunhar valor próprio, ou poderia ser um símbolo de respeito pela ação heroica do outro. Do lado do doador, o valor depende de seu motivo. A ambiguidade de uma espécie diferente opera no receptor – aqui a escolha é entre a liberdade e responsabilidade. A estrutura social dos anglo-saxões estava baseada na família extensa. As ramificações de sangue e de relações de casamento formavam uma rede de responsabilidade e obrigações que envolviam todos os membros da sociedade num vinculo seguro e unido. O “proscrito” não tem nenhum desses laços para lhe dar status, por isso ele é visto como muito infeliz. Um presente a ele, isto é, algo que o recompensa por alguém, poderia ter um certo valor, e ser uma forma de retornar à comunidade, que ele não possuía previamente.

O significado do verso é complexo. Os presentes corretamente motivados não somente revelam o valor espiritual do doador, mas também indicam o estabelecimento de uma ligação positiva com o grupo social para o proscrito. O presente mal motivado é um ornamento sem valor para o doador e uma perda de liberdade para o receptor. “dar” não deveria ser tratado levianamente por nenhuma das partes.

Na leitura divinatória, pode significar:

Plano material – recebimento de divida antiga, associações comerciais, envolvimento com assuntos legais/burocráticos, doação ou atividades comunitárias.
Plano abstrato – caridade, entrega, bondade/maldade, avareza.
Plano sentimental – casamentos, separações, envolvimento amoroso/comercial, amantes, herança de cônjuge, relação por interesse.
Plano da saúde – problemas psicológicos, cura través do próximo, impotência sexual/frigidez.
Plano espiritual – oferendas, entrega à espiritualidade, ajuda de entidades espirituais.

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