sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Runa FEHU


FEHU / FAIHU / FOEH / FE


" A riqueza é um conforto para os homens;
Mas deve partilhá-la aqueles que espera lançar
Sua sorte para o julgamento perante o 'Senhor'."





A primeira runa, no lugar de honra, é fehu, a “riqueza”. A posse da riqueza como sinal de status e poder era a força motriz por trás das aspirações sociais da cultura de uso das runas. Em uma sociedade arcaica, a riqueza de um homem era medida pela quantidade de gado que ele possuía; fehu originalmente significa “gado” ou “rebanhos”. Na época que o poema rúnico foi composto, a riqueza podia residir em outras coisas além do conjunto de animais domésticos. Em navios e ouro por exemplo, e assim o sentido da palavra fehu mudou para um nível mais abstrato. Essas abstrações possibilitava uma interpretação mais ampla do conceito de riqueza para incluir valores morais e dons da previsão entre seus significados. O verso inclui uma dimensão moral quando adverte que a riqueza material deve ser partilhada a fim de trazer benefícios para o possuidor. Ele também inclui uma dimensão xamanística em referencia ao lançamento da sorte. Essa referencia pode ser sugerida pelo papel adivinhatório que era, de acordo com Tácito, feito pelo rei ou senhor supremo, aquele interprete do “notae” (sinais), escritos nos bastões usados para a sorte. Esse papel pode ter sido uma parte integrante de seu oficio elevado e indicativo de um nível especial de riqueza moral e espiritual.



O mesmo verso, porém, pode ser interpretado em termos cristãos como um aviso : o avarento tem muito a temer quando vem o julgamento. Tal ambivalência é típica do poema rúnico, as múltiplas camadas de significado parecem ser cuidadosamente inventadas, e são o que capacita o poema a funcionar como oráculo, aberto as interpretações paradoxais que podem se adaptar a uma variedade de casos. A interpretação significativa de símbolos ambivalentes é a habilidade que a mente divinatória deve adquirir.



No alfabeto hebraico, a primeira letra é o “Aleph”, que significa “um boi”. A posição inicial do boi no alfabeto mostra que o gado foi mesmo o indicador principal de riqueza e poder na época em que a escrita hebraica foi desenvolvida. Na runa inicial do alfabeto, o boi domestico está sob um conceito amplo de riqueza, sugerindo que a visão das runas como oráculo ocorreu em estágios de desenvolvimento em que a riqueza não era mais medida somente em termos de gado.



A ordem do alfabeto rúnico é considerada um enigma, porque o arranjo da seqüência dos valores sonoros é bem diferente dos outros alfabetos europeus. Apesar da seqüência ser totalmente diferente, o conceito é o mesmo, isto é, a riqueza; o foco de grande importância em uma sociedade arcaica, e ainda hoje em dia.



Na leitura divinatória pode significar :



Plano material – bens materiais, posse, perda, ganhos inesperados, compra, roubo.
Plano abstrato – amor, compaixão, doação, caridade, avareza, crueldade.
Plano sentimental - entrega, interesses, ciúme (posse), popularidade.
Plano saúde – boa saúde / má saúde ( pernas e musculatura)
Plano espiritual – conhecimento, busca pela divindade, segurança, perda/ganho de energia.

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