domingo, 12 de maio de 2013

O Salto



O salto

As vezes me pego pensando em algumas questões passadas despercebidas por uma grande parte de pessoas nos dias de hoje. Vivemos em uma sociedade onde corremos contra o tempo. A vida profissional, familiar e social, as vezes não nos dá tempo para refletir sobre algumas questões. Claro que, somos condicionados a isso; basta mudar um pouco nossa rotina que vamos começar a filosofar mais.

Eu nasci da década de 70, e lembro de algumas coisas da minha infância. O mais impressionante é o salto tecnológico da humanidade; que, apesar de veloz, nos dá a sensação de longevidade. Vamos lá para algumas lembranças:

1- Televisão era novidade, e coisa de família de posses; imagens em preto e branco, em uma tela curva e sem nitidez; ficávamos sintonizando manualmente e rodando a antena para ter uma imagem melhor. Hoje temos televisores que cabem na palma da mão em HD e cada vez mais nítida sem auxilio de antena externa. As cores mais definidas, e ainda por cima a interatividade com programas em tempo real.

2- Telefones nem pensar. A ideia de falar com alguém bem distante era muito estranha. Usávamos cartas. Quem tinha um vizinho rico ainda podia pedir o favor de receber ou fazer uma chamada para um parente em outra cidade. Não existia telefones públicos, utilizávamos uma central telefônica do governo; com filas quilométricas e chamadas caindo e se repetindo frequentemente. Lembro nitidamente que quando assistia filmes com telefones em automóveis, achava que aquilo era coisa de "outro mundo", coisa para o ano 2080. Logo depois, do nada, de uma hora para outra eis o celular! Aquele tijolão analógico que ficava 3 dias carregando. Hoje, todos e qualquer um possui telefone, e celulares digitais! Que interagem virtualmente com tudo; fotografam, filmam, gravam etc.

3- Computadores, minha nossa! Esse sim era coisa impossível. Até nos bancos tudo era escrito e levava dias para serem organizados. Apenas Órgãos do governo tinha centrais de computadores e que não se utilizavam de programas tão desenvolvidos. Hoje temos computador até nos celulares, e a cada dias se tornam mais potentes e cheios de recursos tecnológicos.

A cada dia de avanço, a cada nova tecnologia, as pessoas se tornam mais distantes umas das outras; se tornam mais máquinas. O engraçado disso tudo é que, igual a uma criança com um brinquedo novo, o Ser humano não pára para se perguntar: de onde surgiu isso? Apenas encantado com a novidade, se diverte, brinca, exibe seu brinquedo.

Fico a imaginar: somos mesmo um bando de marionetes! Como, em tão pouco tempo, a humanidade dá um salto tecnológico tão grande, e ninguém percebe, ninguém questiona? Por que, junto com os avanços tecnológicos, as empresas não expõe o "inventor" delas? Apenas grandes "empresas" estão por trás dos lançamentos. Como o Ser humano é capaz de armazenar informações gerais sobre uma civilização inteira em um pequeno pedado de silício e cobre, como os chips?

Não sou "conspiracionista" (heheheh), mas vale a pena as vezes parar e analisar as coisas que acontecem a nossa volta e não percebemos. Como estamos condicionados ao comodismo, a tecnologia vem a cada dia nos tornando ainda mais dependentes desses brinquedos maravilhosos. E como crianças, desprotegidas, diante dos brinquedos perigosos, vamos a cada dia nos ferindo mais.

Só não vi ainda as cidades aéreas dos Jacksons, carros voadores, tuneis de vácuo para transportes... mais já deve existir por aí; que o diga Dubai. E só em pensar que ainda existe grupos/tribos isoladas que nem conhecem um simples relógio de corda.

Só sei, que ainda quero viver mais para assistir o desfeche desse salto acrobata que a tecnologia está dando, digna de medalha de ouro nas olimpíadas galáticas.

By Robson Miranda (Luqiam)

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