segunda-feira, 25 de março de 2013

Relógio de Sol encontrado no Egito



"Um relógio de sol descoberto fora de um túmulo no vale dos Reis, no Egipto, pode ser o mais antigo relógio de sol egípcio do mundo, dizem os cientistas. Datando da 19ª dinastia, ou século 13 AC, o relógio de sol foi encontrado no chão da cabana de um trabalhador, no Vale dos Reis, o local de sepultamento dos governantes do período do Império Novo do Egipto (cerca de 1550 a 1070 AC).


"A importância desta peça é que ela é cerca de mil anos mais antiga do que o geralmente aceite como o tempo quando este tipo de dispositivo de medição do tempo foi usado", disse a pesquisadora Susanne Bickel, da Universidade de Basileia, na Suíça. As descobertas passadas de relógios de sol datam ao período greco-romano, que durou entre cerca de 332 até 395AC.

O relógio é feito de uma peça achatada de calcário, chamado um ostracon, com um semicírculo negro dividido em 12 secções. Pequenos pontos no meio de cada uma das 12 secções, que têm cerca de 15 graus de separação, provavelmente serviram para fornecer tempos mais precisos.


Um dente no centro do ostracon provavelmente marcava onde um parafuso de metal ou madeira era inserido para lançar uma sombra e revelar a hora do dia. "A peça foi encontrada com outras placas em ostraca com pequenas inscrições, esboços de operários, e a ilustração de uma divindade", disse Bickel. Bickel e seus colegas não têm certeza do propósito dos operários no uso do relógio de sol, embora eles sugerem que pode ter representado a viagem do deus sol através do submundo.

"Uma hipótese seria a de ver este dispositivo de medição em paralelo com os textos ilustrados que foram inscritos nas paredes das tumbas dos faraós, onde a representação da noite, a viagem do deus sol através do submundo, é dividida nas horas individuais da noite", escreveram os pesquisadores. "O relógio pode ter sido usado para visualizar o comprimento das horas".

O dispositivo pode também ter sido utilizado para medir as horas de trabalho. Na mesma área, Bickel e seus colegas fizeram várias descobertas surpreendentes, incluindo um túmulo com dois enterros, um da 18ª dinastia do Egipto e outro da dinastia 22. Bickel e seus colegas têm trabalhado na área desde 2008 e planeiam continuar ao longo dos próximos dois anos."

[ Fonte: Ciência Online ]  ( Extraido da página facebook de JadeTravel Histórias e Viagens)

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