quarta-feira, 14 de março de 2012

Egito, o espelho do céu ( I parte )



Estes dias estava eu no meu terraço e observando as "Três Marias", aí então me veio a idéia de falar um pouco disso; lembrei a importância que os egípcios antigos davam a constelação de Órion.
As estrelas e astros sempre tiveram uma importância para os antigos egípcios, não é atoa que várias de suas construções foram matematicamente calculadas em ângulos celestiais, em referencia aos astros e constelações que orbitam nosso sistema solar.
As constelações eram vistas como degraus para uma vida futura, e uma de grande importância para eles é a constelação de Orion, uma das poucas visíveis todo ano nos dois hemisférios. Órion  tem uma forma de trapézio formada pelas estrelas Betelguese, Rigel, Bellatrix e Saeph. Dentro do trapézio temos outras tres estrelas muito brilhante, de magnitude entre 1,70 e 2,23 - Mintaka, Almitan e Almitak ( conhecida popularmente como três Marias).

Vizinho a constelação de Órion estão as constelações de Gemini (Gemeos), Taurus (Touro), Lepus (lebre) e Monoceros (unicórnio). Órion, que significa "Oriente", e por ser visível nos dois hemisférios, acabou dando origem a vários mitos em diversas culturas, entre elas a Celta, Grega, Sumeriana, Nórdica etc.
Para os Egípcios, a constelação de Órion é a morada de Osíris, logo após ser ressuscitado por sua esposa Isis (Estrela Sirius). 
Conforme o Livro dos Mortos, é na constelação de Órion que está o Tribunal de Osíris, e talvez por isso, as piramides de Gizé tenham tanta relevância e associação com esta constelação. Estas piramides no Vale de Gizé se alinham com a com as estrelas Mitaka, Almitan e Almitak; isso se dá exatamente no solístico de inverno.

Virgina Trimble e Alexander Bardawy foram os primeiros a notar que os "respiradores" da piramide de Queops apontavam para a constelação de Orion, exatamente para o centro da nebulosa desta constelação; indicando assim, representativamente, a viagem da alma ao encontro de Osíris e seu Tribunal.

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